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28 de Fevereiro de 2020

Os diferentes tipos de golpe no WhatsApp e as formas de evitá-los

A “criatividade” de golpistas faz com que as invasões a contas de WhatsApp cresçam a cada dia

Diego Carvalho, Advogado
Publicado por Diego Carvalho
mês passado

A “criatividade” de golpistas faz com que as invasões a contas de WhatsApp cresçam a cada dia. Além da conhecida tática de roubo de perfis, seja por hackeamento ou após furto de aparelhos, os usuários do aplicativo precisam estar atentos a outras formas de golpe. O advogado Rafael Maciel, especialista em Direito Digital e Proteção de Dados Pessoais, ressalta que são cada vez mais comuns casos em que os criminosos ligam para as vítimas e inventam uma história na tentativa de conseguir o código de ativação da conta.

Para que a conta do WhatsApp já utilizada pelo usuário seja ativada em outro aparelho, é necessário um código de ativação. Trata-se de uma medida de segurança do aplicativo, justamente para evitar que outras pessoas tentem usar a sua conta. Criminosos têm se aproveitado de informações públicas, como redes sociais ou anúncios que contêm o número da vítima, para ligar ou enviar mensagens falsas pedindo esse código. Para isso, são oferecidas ofertas tentadoras.

“Em alguns casos, os criminosos inventam que a vítima ganhou determinada promoção. Para retirada do suposto prêmio, é necessário informar o código de verificação. A partir disso, eles passam a ter acesso à conta em outro aparelho e podem se passar pela vítima”, exemplifica Maciel.

Diante disso, o especialista alerta: “Caso receba uma mensagem de ativação de código que você não solicitou, não repasse a ninguém, simplesmente ignore”. O WhatsApp afirma que criou um alerta nas mensagens que são enviadas com o código, "avisando seus usuários a não compartilharem o código recebido via SMS, uma vez que essa senha é pessoal e dá ao usuário a segurança de acesso".

Outro tipo de golpe citado por Maciel é quando os criminosos usam outra conta e se passam pela vítima, mentindo sobre a troca do número e, em seguida, pedem dinheiro emprestado. “Nesse caso, não tem medida de segurança a ser feita, já que não houve clonagem da conta. É importante informar a terceiros, usando outras redes sociais, por exemplo, para que não caiam no golpe. Além disso, é recomendável procurar uma delegacia para que seja feita a investigação”, pontua.

Confirmação em duas etapas

O especialista ressalta que a maneira mais eficaz para se proteger é justamente se adiantar aos golpistas: configurar e manter ativa a confirmação em duas etapas. “Trata-se de uma medida muito simples, mas que pouca gente utiliza. Ela consiste em adicionar uma senha extra para o acesso às contas. Muitas dessas fraudes que têm ocorrido na internet, como clonagem de WhatsApp ou roubos de contas em redes sociais, podem ser evitadas com essa providência, desde que as senhas escolhidas não sejam fracas”, alerta o especialista.

Segundo Maciel, do ponto de vista jurídico, esses roubos virtuais, embora sejam considerados crimes, são mais difíceis de investigar. “Ainda não temos estrutura investigativa suficiente para esses tipos de casos”, pontua. O advogado informa ainda que, caso a falha de segurança seja comprovadamente da operadora, a empresa pode ser responsabilizada.

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